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Sítio Arqueológico de Colaride - detalhe
Designação
Localização
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Colaride
Protecção
Procedimento prorrogado até 30 de junho de 2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13572/2012, DR, 2.ª série, n.º 200, de 16-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como SIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)
Parecer favorável de 31-10-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 28-05-2007 da DRLisboa para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 7-06-1999 do Vice-Presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 2-06-199 do IPArqueologia
Proposta de 17-07-1997 da CM de Sintra para a classificação do Sítio Arqueológico de Colaride
Proposta de 30-01-1995 da Associação "Olho Vivo" para a classificação do Sítio do Alto do Colaride
Parecer favorável de 31-10-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 28-05-2007 da DRLisboa
Descrições
O "Sítio Arqueológico de Colaride" ocupa uma área consideravelmente extensa ao longo de uma plataforma localizada num esporão sobranceiro à rib.ª dos Ossos, de onde se desfruta de uma excelente visibilidade sobre a paisagem envolvente.
Perfeitamente integrada no movimento generalizado de emergência dos estudos arqueológicos verificado em todo o continente europeu, e numa altura em que se aproximava um dos eventos que mais promoveria, institucional e popularmente, a Arqueologia em Portugal, a referencial IX sessão do Congresso Internacional de Anthropologia e Archeologia Pre-historica (CIAAP), realizada em Lisboa no ano de 1880, a investigação deste arqueossítio ter-se-á iniciado na segunda metade dos anos oitenta do século XIX. Com efeito, as primeiras notícias relativas a esta área arqueológica foram reportadas pelo conhecido engenheiro militar e geólogo Carlos Ribeiro (1813-1882), então ao serviço da Commissão Geológica de Portugal, tutelada pelo Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria, uma tendência que seguia, no fundo, a tradição observada além fronteiras onde, mercê das características inerentes às suas responsabilidades profissionais, coubera essencialmente, e numa longa primeira fase, a geólogos e engenheiros militares a identificação de vários sítios arqueológicos, designadamente pré-históricos.
Não surpreenderá, por isso, que Carlos Ribeiro, naturalmente mais atento aos materiais pré-históricos, registasse, então, a presença, no local, de instrumentos de sílex, que considerou pertencerem a quatro oficinas de talhe diferenciadas, que terão utilizado, para o efeito, a matéria-prima existente na região (COELHO, 2002, p. 278). Identificou, por conseguinte, uma estação paleolítica, conhecida na bibliografia nacional por " Casal de Rocanes".
Entretanto, 1898 marcaria uma nova etapa na História da investigação do sítio, graças à execução de alguns trabalhos agrícolas, que colocaram a descoberto vestígios de uma necrópole romana, a par da entrada da própria gruta natural existente no local, ambas prospectadas por naturalistas britânicos e pelo director do Muzeu Ethnologico Portugues, José Leite de Vasconcellos (1858-1941). No conjunto, estes episódios suscitaram o interesse generalizado da comunidade científica nacional, motivando, em 1915, a deslocação de Paul Choffat ao sítio, onde recolheu alguns artefactos posteriormente conduzidos para o actual Museu Nacional de Arqueologia. De entre eles, sobressaiu, pela notoriedade e raridade em território nacional, um molde de foice, designadamente pelo facto de confirmar, de algum modo, a existência de uma metalurgia autóctone do bronze, defendida por alguns autores desde o segundo quartel do século anterior.
Embora regularmente visitada por especialistas e curiosos ao longo de novecentos, o passo seguinte dado rumo a um melhor conhecimento da área ocorreu já nos anos setenta do século XX, com o surgimento de diversos fragmentos de cerâmica (nomeadamente terra sigillata) e de material de construção romanos, como tegulae e imbrices, que apontavam para a existência, no local, de um aglomerado habitacional do mesmo período, enquanto se confirmava a presença de uma área sepulcral (vide supra). Um facto que confirmava, no fundo, e como em tantos outros casos, a reutilização simbólica dos mesmos espaços e/ou suas imediações por diferentes comunidades ao longo dos tempos, sobretudo quando as condições cinegéticas eram suficientemente favoráveis para a justificar. Enquanto isso, os trabalhos executados para instalação de uma rede de gás natural na região, já na década de noventa, permitiu identificar uma pedreira explorada a céu aberto durante o mesmo período ocupacional.
Alguns materiais recolhidos durante as escavações, encontram-se presentemente em depósito no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.
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