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Edifício-Sede e Parque da Fundação Calouste Gulbenkian - detalhe
Designação
Localização
Avenida de Berna
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1050 Lisboa
Avenida Marquês de Sá da Bandeira
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Avenida António Augusto Aguiar
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Rua Nicolau Bettencourt
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Protecção
Despacho de homologação de 7-06-2006 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 1-03-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 11-03-2005 da DRLisboa a propr a classificação como MN
Despacho de abertura de 22-05-2002 do Vice-Presidente do IPPAR
Proposta de 21-05-2002 da DRL isboa (Parque da Fundação Calouste Gulbenkian, incluindo o edifício-sede, o edifício do museu, o edifício do Centro de Arte Moderna e os jardins)
Proposta de abertura de 17-12-1998 da DRLisboa (Edifício e Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian)
Parecer de 12-08-1980 da Comissão ad hoc do IPPC a propor a abertura do proceso de classificação do mural "começando" existente na FCG, da autoria de Almada Negreiros
Despacho de homologação de 7-06-2006 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 1-03-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 11-03-2005 da DRLisboa
Despacho de 28-05-2002 do Vice-Presidente do IPPAR a determinar o estudo da ZEP
Descrições
«Obra de dimensão, programa e qualidade invulgar no quadro da produção arquitectónica nacional, resultou de um concurso limitado na sequência das disposições testamentárias de Calouste Gulbenkian e contou ainda com uma qualificada equipa de consultores nacionais e estrangeiros. Solução muito simples, articula basicamente dois corpos dispostos em T, com entradas diferenciadas mas com hipóteses de ligação através do espaço das exposições temporárias, argutamente situado na ligação do corpo do museu e biblioteca com o volume maciço , longamente horizontal, tratado laminarmente, da administração, dos serviços e dos auditórios, congregados num espaço de entrada única, charneira de todo o conjunto, que representa uma notável resolução funcional. É nesta entrada que se situa o painel "Começar", de Almada Negreiros. O Grande Auditório é acusado no exterior por um volume de grande presença, o terceiro "corpo" do conjunto, penetrando com naturalidade sobre o lago, superfície de reflexão e de ampliação que faz a articulação com o Anfiteatro ao Ar Livre, o todo formando um conjunto ligado visualmente, já que o Grande auditório pressupõe a hipótese de abertura directa sobre o lago através "da parede transparente de vidro duplo" que o limita comunicando com o parque, com arvoredo e o lago iluminado. (...) As qualidades aparentemente paradoxais desta obra, sobriedade e carácter, discrição e afirmação, anunciam com suprema poesia o caminho da revisão do moderno, pela via de um racionalismo silencioso e seguro transformado em brutalismo tão sensível quanto essencial que atinge um desejado e espiritualizado organicismo. Prémio Valmor em 1974». (Ana Tostões, "Sede e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian", in Arquitectura do século XX - Portugal, Lisboa-Frankfurt, CCB, 1997, p.242 )





