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Cromeleque e menir, na Herdade dos Almendres - detalhe
Designação
Localização
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Herdade dos Almendres
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Protecção
Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 15-03-2012 da DRCAlentejo para a reclassificação do Cromeleque dos Almendres como MN (mantendo-se o menir como IIP)
Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974 (ver Decreto)
Despacho de homologação de 21-08-1970
Parecer favorável de 9-05-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 15-03-2012 da DRCAlentejo para a fixação da ZEP do Cromeleque dos Almendres
Descrições
Este sítio arqueológico é composto por diversas estruturas megalíticas: cromeleque, menir e pedras, pertencendo a primeira ao denominado "universo megalítico eborense", com nítidos paralelos noutros cromeleques, como no caso da Portela de Mogos, em Montemor o Novo.
O menir encontra-se implantado no topo da encosta a c. de 1,3 Km da NE. do Cromeleque. De granito porfiróide, com c. de 3,50 m de altura, a partir da superfície do solo, e de secção elíptica de 1,20 x 0,80 m, foi reerguido pelo seu proprietário, embora se suponha que a sua localização original não deveria encontrar-se muito longe da actual.
O cromeleque foi descoberto pelo investigador Henrique Leonor Pina, em 1964, quando se procedia ao levantamento da Carta Geológica de Portugal.
Abrangendo uma larga faixa cronológica, desde o Neolítico Médio até à Idade do Ferro - i.e., desde finais do 6.º até inícios do 3.º milénio a. C. -, este sítio apresenta, entre outros elementos, um cromeleque de planta circular irregular, composto por c. de 95 monólitos graníticos colocados em pequenos agrupamentos numa área de, aproximadamente, 70 x 40 m, com uma orientação NW-SE.
Em relação aos monólitos propriamente ditos, eles possuem, no seu conjunto, forma almendrada, alguns de consideráveis dimensões, com c. de 2,5 m de altura, apesar da preponderância dos de pequenas dimensões.
Quanto à sua decoração, constata-se a presença nalguns destes monólitos das denominadas "covinhas" ou linhas sinuosas e radiais. Alguns deles, quer pela profusão da gramática decorativa, como pelo seu posicionamento estratégico no seio de todo o conjunto, parecem assumir o papel de autênticos "menires-estelas". Na verdade, o "menir 48" exibe uma representação antropomórfica esquematizada, rodeada por círculos e associada a representações de báculos. Para além deste, o "menir 57" apresenta 13 figurações de báculos, executadas em relevo e à escala natural.
No que toca ao espólio móvel encontrado durante as diferentes campanhas de escavação, foram recolhidos fragmentos cerâmicos e um machado de pedra polida.
Dever-se-à ainda sublinhar que a maior parte destes 95 monólitos encontrava-se apeada até serem recolocados pela equipa coordenada pelo investigador Mário Varela Gomes, que teve o especial cuidado de identificar a sua primitiva localização.
Entretanto, esta mesma equipa tem tentado encontrar o povoamento que lhe estaria associado, identificando um pequeno povoado calcolítico nas suas imediações, cuja investigação se torna imprescindível para uma melhor e mais completa compreensão do mundo que os concebeu e as gentes que os construíram e re-utilizaram ao longo dos séculos. Com efeito, este trata-se de um sítio cultual com forte carga mágico-simbólica, que denuncia um exemplo singular de reutilização de um mesmo espaço sacralizado ao longo dos tempos. Reflecte, também por isso, as próprias transformações económicas, sociais e ideológicas ocorridas nesta larguíssima faixa temporal e neste que é considerado, até ao momento, o maior conjunto de menires estruturados da nossa península, e um dos mais relevantes do megalitismo europeu.
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