Patrimony Search
Tanque do Quintal do Ídolo ou Fonte do Ídolo - detalhe
Designação
Localização
Rua do Raio
Braga
4700 Braga
Protecção
Despacho de homologação de 7-10-2009 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 1-10-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Informação favorável de 28-08-2008 da DRCNorte
Proposta de 4-01-2008 da CM de Braga para alteração da ZEP
Portaria publicada no DG, II Série, n.º 105, de 05-05-1970
Portaria publicada no DG, II Série, n.º 105, de 05-05-1970
Descrições
Classificado como "Monumento Nacional" nos inícios do século XX, o "Tanque do Quintal do Ídolo", ou "Fonte do Ídolo" - como será mais vulgarmente conhecido - terá sido erguido em pleno séc. I d. C. numa zona actualmente rodeada de construções urbanas, num quintal muito próximo do Palácio do Raio, também ele classificado.
Em termos genéricos, estamos perante um artefacto arqueológico composto de uma rocha granítica de consideráveis dimensões, em cuja superfície se observa uma longa série de inscrições latinas e esculturas. Destas, fazem parte elementos tão diversificados, quanto a figuração de um homem, de pé, com pouco mais de um metro de altura, encoberto por roupagens compridas, segurando um objecto extenso com o braço esquerdo, cuja interpretação tem sido dificultada devido à significativa deterioração sofrida pelo monumento ao longo dos tempos. Encontra-se de igual modo esculpido um pequeno nicho com cerca de meio metro de largura, onde é possível observar um busto humano e a representação, no seu frontão, de uma pomba e de um hipotético maço de canteiro.
Apesar de ter sido classificado logo em 1910, foi somente em finais dos anos quarenta que a edilidade bracarense decidiu ceder gratuitamente ao Estado o terreno onde se encontra este santuário, bem como o respectivo terreno envolvente. Procedeu-se, então, à demolição do tanque, à reabilitação do sistema de canalização da água, à própria desobstrução do penedo e à subsequente vedação de toda a área imediatamente envolvente com um muro.
Foi, no entanto, apenas em 2000 que se abriu concurso público de adjudicação da empreitada para apresentação ("musealização") deste importante santuário rupestre relacionado com o culto das águas. É, pelo menos, o que parece confirmar o facto deste sítio se encontrar fora da antiga malha urbana de Bracara Augusta, onde o culto prestado a Tongoenabiago (presumivelmente estabelecido nesta antiga cidade romana por um migrante de Arcobriga, Célico Fronto) aparece estreitamente relacionado com o atribuído à deusa Nábia. De facto, alguns vestígios registados na zona apontarão para a existência de uma segunda edificação, possivelmente associada a um templo erguido em honra de Nábia, uma divindade local.
Passados que estiveram dois anos sobre o supracitado concurso, deu-se início aos trabalhos de limpeza de todo o monumento, de construção de uma cobertura, de colocação de um passadiço e de um posto de recepção, visando uma abordagem mais próxima da realidade original deste relevante santuário rupestre, competindo à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho a condução das escavações arqueológicas. Uma intervenção concluída em 2004, com a exposição dos materiais arqueológicos recolhidos no local por intervenções anteriores.
[AMartins]





