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Conjunto monumental urbano e enquadramento paisagístico da Nazaré - detalhe

Designação

Designação
Conjunto monumental urbano e enquadramento paisagístico da Nazaré
Outras Designações
-
Categoria / Tipologia
Arquitectura Civil / Conjunto
Inventário Temático
-

Localização

Divisão Administrativa
Leiria / Nazaré / Nazaré
Endereço / Local

-- ?
Nazaré
2450 Nazaré

Protecção

Situação Actual
Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Categoria de Protecção
Não aplicável
Cronologia
Anúncio n.º 13653/2012, DR, 2.ª série, n.º 213, de 5-11-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 24-10-2012 do diretor-geral da DGPC
Despacho de 23-10-2012 do Secretário de Estado da Cultura a revogar o despacho de homologação
Parecer favorável de 29-02-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 10-02-2012 da DRCLVTejo para arquivamento do procedimento, por não ter valor nacional
Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)
Informação favorável de 25-08-1995 da DRLisboa
Proposta de 24-05-1995 da CM da Nazaré para revogação do despacho de homologação, atendendo à extensão da área em causa
Despacho de homologação de 6-12-1974
Proposta de 29-11-1974 da JNE (limites: a Norte a estrada florestal, desde a costa até ao lugar do Calhau, seguindo depois os caminhos até encontrar a Leste de novo a estrada florestal. o mesmo sucedendo do lado Sul até encontrar a EN 242, e daqui até ao Sul da foz do rio Alcobaça)
ZEP
-
Zona "non aedificandi"
-
Abrangido em ZEP ou ZP
Não
Abrangido por outra classificação
Não
Património Mundial
-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

O núcleo primitivo da Nazaré dividia-se entre os pólos do Sítio e da Pederneira, sendo estas habitada desde o século XII por uma comunidade de pescadores. Tornou-se um dos mais importantes portos de mar medievais que integrava os coutos do Mosteiro de Alcobaça, sendo o seu primeiro foral outorgado pelo grande cenóbio cisterciense.
Durante os séculos XV e XVI este porto teve um papel activo na empresa dos Descobrimentos, uma vez que aqui funcionava um dos maiores estaleiros navais do país. Desta época áurea, em que a população aumentou consideravelmente devido ao fluxo migratório oriundo da comunidade piscatória de Paredes, a Pederneira conserva os antigos Paços do Concelho, o pelourinho manuelino e a matriz quinhentista.
A zona do Sítio está ligada à Ermida da Memória, que segundo a lenda foi fundada nos finais do século XII por D. Fuas Roupinho, alcaide da vila de Porto de Mós, depois de o nobre ter sido salvo, por intercessão da Virgem, de uma queda no precipício sobranceiro à praia da Nazaré. A ermida foi reedificada no início da centúria de Seiscentos.
No reinado de D. João V, foi edificado no Sítio o Paço Real da Nazaré, por ordem de D. Nuno Álvares Pereira de Mello, Duque de Cadaval, para que aí se albergasse a Família Real nas suas visitas a esta localidade.
Foi precisamente no século XVIII que a Nazaré conheceu um novo surto demográfico. Com a progressiva decadência da vila da Pederneira e o fim dos ataques de barcos piratas, conjugados com o recuo da linha da costa, que deu origem a um extenso areal, a Praia tornou-se um local atractivo para a fixação de uma nova comunidade de pescadores oriunda de Ílhavo. Este grupo, que se fixou na zona baixa da povoação, levou consigo as técnicas de pesca de arrasto, originando uma alteração profunda na economia local.
A partir desta época, o povoado consolidou-se junto à praia, e as casas dos pescadores, dispostas em arruamentos alinhados perpendicularmente à linha de costa para a protecção dos ventos, dominaram o desenvolvimento urbano. A partir do século XIX, este tornou-se o centro populacional, económico e social da Nazaré, passando para aqui a administração do concelho.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006

Bibliografia

Title
""A Pederneira - apontamentos para a história dos seus mareantes, pescadores, calafates e das suas construções navais, nos sécs. XV a XVII", O Archeologo Português, vol. 25"
Local
Lisboa
Date
1922
Autor(es)
COELHO, Possidónio Mateus Laranjo



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