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Bairro Estrela d'Ouro - detalhe
Designação
Localização
Rua Virgínia
Lisboa
Rua Virgínia
Lisboa
Rua Virgínia
Lisboa
Rua Rosalina
Lisboa
Rua Rosalina
Lisboa
Rua Rosalina
Lisboa
Rua Rosalina
Lisboa
Rua Josefa Maria
Lisboa
Rua Josefa Maria
Lisboa
Rua Josefa Maria
Lisboa
Rua Serra Vidal
Lisboa
Rua Serra Vidal
Lisboa
Rua Serra Vidal
Lisboa
Rua Serra Vidal
Lisboa
Rua Serra Vidal
Lisboa
Rua Josefa Maria
Lisboa
Rua Josefa Maria
Lisboa
Rua Virgínia
Lisboa
Rua Virgínia
Lisboa
Rua Virgínia
Lisboa
Rua Virgínia
Lisboa
Rua Rua da Graça,
Lisboa
Rua da Senhora do Monte
Lisboa
Protecção
Despacho de homologação de 28-01-2008 da Ministra da Cultura manteve a delimitação
Parecer favorável de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 22-01-2007 da DRLisboa no sentido de ser mantida a área a classificar
Proposta de 14-02-2006 de um dos proprietários para alteração da área a classificar
Despacho de homologação de 3-02-2005 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 9-06-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 4-12-2003 da DRLisboa para alteração da área a classificar
Despacho de homologação de 29-05-1990 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 15-03-1990 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 31-07-1989 do IPPC
Processo iniciado em 1989 no IPPC
Descrições
O Bairro Estrela d'Ouro é um dos exemplares mais significativos dos conjuntos habitacionais de caráter económico erguidos em Lisboa. A sua edificação na Graça, então uma das zonas de expansão da cidade, insere-se num movimento construtivo destinado a ultrapassar a carência de alojamento de baixa renda na capital.
A construção destes conjuntos verificou-se sobretudo no início do século XX, em áreas que na época constituíam a periferia da cidade, como Alcântara, ou a zona oriental, nomeadamente Graça e Sapadores.
Foi neste âmbito que em 1907 Agapito Serra Fernandes, proprietário de uma confeitaria, contratou o arquitecto Norte Júnior para edificar o "seu" bairro, delimitado pelas ruas da Graça e da Senhora do Monte.
A vila é formada por pequenas estruturas habitacionais, que se dispõem formando planta em U, com vários arruamentos designados com os nomes de familiares do proprietário. A estrutura estava terminada em 1908, e o próprio industrial acabaria por fixar ali a sua residência, na Vivenda Rosalina. No conjunto integrava-se ainda o "Cine Royal", que foi o primeiro cinema sonoro em Portugal.
Do programa decorativo do bairro destacam-se os painéis de azulejo policromo que evocam o proprietário e a data de fundação, seja em cartelas seguras por putti, como o colocado à entrada da vila, ou no grande painel firmado no centro das casas, recriando um monumento estatuário ladeado por duas ninfas. A estrela, relacionada com o nome do local, surge diversas vezes esculpida em relevo. As habitações têm todas acesso directo para a rua, através de escadarias de ferro.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR, I.P./ 21 de Setembro de 2007





