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Pelourinho de Idanha-a-Velha - detalhe
Designação
Localização
Praça de Idanha-a-Velha
Idanha-a-Velha
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Protecção
Descrições
O pelourinho de Idanha-a-Velha representa a antiga autoridade municipal desta aldeia, na actualidade praticamente desertificada, mas também o último grande esforço dos monarcas portugueses, em efectivar o povoamento sólido e numericamente importante da localidade. Com efeito, coube a D. Manuel I, no amplo processo de reordenamento administrativo, que caracteriza o seu reinado, tentar dinamizar a aldeia, contribuíndo, para isso, com dinheiro para obras na Igreja Matriz (de que resta o alfiz do portal Sul e restos de pintura mural no interior) e dotando a antiga cidade romana de novo impulso municipal, reforçando a sua autoridade sobre a vasta região que administrativamente detinha através de um novo foral, datado de 1510.
A História, contudo, veio provar que, à semelhança do que outros monarcas medievais haviam tentado, a intenção de tornar esta localidade num centro populacional importante estava condenada, à partida. Longe do fulgor da época romana, e reduzida a importância da via da Prata, que por aqui passava, ligando Mérida a Braga, Idanha-a-Velha não mais teria a relevância de outros tempos.
O pelourinho lá está, como símbolo máximo dessas tentativas reais em povoar a cidade. Um fuste oitavado, relativamente delgado, assenta sobre uma plataforma de três degraus circulares, e é coroado por um capitel redondo, de algum impacto artístico e visual, decorado com os elementos típicos do reinado de D. Manuel: a esfera armilar; as armas reais e a Cruz de Cristo. Do projecto decorativo inicial deste pelourinho, faziam ainda parte outros elementos, que a extrema sujidade e o desgaste natural, provocado pela erosão dos tempos, impossibilitam, hoje, a sua leitura.
Depois de séculos de declínio e de ruralização acentuada, o antigo município de Idanha-a-Velha foi declarado extinto em 1879, data em que passou a ser uma freguesia do concelho de Idanha-a-Nova.
PAF





