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Igreja e mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta - detalhe

Designação

Designação
Igreja e mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta
Outras Designações
Conjunto formado pelo Cruzeiro, Igreja e Mosteiro de Tibães, Fontes e construções Arquitectónicas da Quinta de Tibães
Categoria / Tipologia
Arquitectura Religiosa / Mosteiro
Inventário Temático
-

Localização

Divisão Administrativa
Braga / Braga / Mire de Tibães
Endereço / Local

Largo do Mosteiro de São Martinho de Tibães
Mire de Tibães

Protecção

Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Proposta de 22-01-2013 da DRCNorte para a reclassificação como MN, com a designação de "Mosteiro de Tibães"
Despacho de homologação de 26-08-1987 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 13-08-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a alteração da designação da classificação para "Igreja e Mosteiro, Cerca, Cemitério, Cruzeiro, fontes, construções arquitectónicas da respectiva quinta"
Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944 (ver Decreto)
ZEP
Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 26-08-1987 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 13-08-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a alteração da ZEP
Portaria publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949
Zona "non aedificandi"
Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994
Abrangido em ZEP ou ZP
Sim
Abrangido por outra classificação
Não
Património Mundial
-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

O Mosteiro de São Martinho de Tibães foi fundado na segunda metade do século XI e recebeu Carta de Couto em 1110 por D. Henrique e D. Teresa. Ao longo da Baixa Idade Média o Mosteiro tornou-se detentor de um vasto património. Recebeu obras de ampliação entre 1530 e 1550 por acção do abade Comendatário D. António de Sá. Em 1567 transformou-se na Casa-Mãe da Congregação de São Bento em Portugal e no Brasil e na primeira metade do século XVII, dada a decadência das antigas construções e o afluxo de meios proporcionados pela Congregação, deu-se início à grande campanha de que resultou o conjunto que hoje existe.
Começando pela igreja, erigida entre 1628 e 1661, no local do templo românico, reorganizou-se o Claustro do Refeitório e construi-se o Claustro do Cemitério. Até 1700 levantaram-se as alas conventuais, que incluíam Portaria, Recibo, Dormitório, Hospedaria, Sala do Capítulo e Livraria.
A igreja é um dos templos mais grandiosos do país e um dos maiores marcos da arte barroca. O início das obras filia-se ainda numa corrente maneirista, mas o Barroco haveria de triunfar nas numerosas obras desenvolvidas ao longo da segunda metade do século XVII e todo o século XVIII. Nela trabalharam arquitectos como Manuel Álvares e André Soares, e o estaleiro do Mosteiro foi mesmo um centro de aprendizagem de onde irradiaram mestres, escultores e imaginários para todo o Norte do país.
Vendido em hasta pública em 1864, o Mosteiro de Tibães e toda sua cerca de 40 h, tiverem um uso predominantemente agrícola, mantendo-se a igreja e o claustro em uso paroquial. Em 1894, um incêndio destruiu o claustro do refeitório, refeitório e o capítulo e dormitórios conventuais. Já no século XX, o progressivo abandono a que esteve sujeito fez alastrar a ruína para as áreas do antigo coristado e noviciado, cozinhas, fornos e adegas. Em 1986 passou para propriedade do Estado. O conjunto tem vindo a ser intervencionado de forma gradual e através de medidas que integram ou reintegram funções antigas (caso da Casa Paroquial). Na actualidade, para além de continuar com alguns espaços em uso partilhado com a paróquia, como a igreja e o claustro, prevê-se a refundação de uma comunidade religiosa, a criação do Museu (...) e a viabilização de um Centro de Informação sobre Ordens Monásticas e Jardins Históricos, tendo em conta a importância do Mosteiro na "rota beneditina" portuguesa.
Paulo Oliveira / Mosteiro de São Martinho de Tibães

Imagens

Bibliografia

Title
"As mais belas igrejas de Portugal, vol. I"
Local
Lisboa
Date
1988
Autor(es)
GIL, Júlio



Title
"São Martinho de Tibães. Um sítio onde se fez um mosteiro. Ensaio em Arqueologia da Paisagem e da Arquitectura"
Local
Lisboa
Date
2005
Autor(es)
FONTES, Luís



Title
""O processo de extinção do Mosteiro de São Martinho de Tibães", Património - Estudos, nº7, pp.101-111"
Local
Lisboa
Date
2004
Autor(es)
MATA, Aida Maria Reis da, OLIVEIRA, Paulo João da Cunha



Title
"Sanctus Benedictus. São Bentinho"
Local
Braga
Date
2004
Autor(es)
AA.VV.



Title
"Imagens de um trabalho. Tibães Igreja"
Local
Braga
Date
2002
Autor(es)
AA.VV.



Title
""Experiências portuguesas em Arqueologia da Arquitectura", Revista Estudos / Património, nº9, pp.44-55"
Local
Lisboa
Date
2006
Autor(es)
FONTES, Luís Fernando de Oliveira



Title
""Miguel Fernandes, Mestre Pedreiro de Rendufe, Alpendurada e Tibães (1716-1731)", Revista Estudos / Património, nº9, pp.159-171"
Local
Lisboa
Date
2006
Autor(es)
OLIVEIRA, Paulo João da Cunha



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