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Santuário do Bom Jesus do Monte - detalhe

Designação

Designação
Santuário do Bom Jesus do Monte
Outras Designações
Conjunto constituído pelo Santuário, escadório, capelas e pórtico
Categoria / Tipologia
Arquitectura Religiosa / Santuário
Inventário Temático
-

Localização

Divisão Administrativa
Braga / Braga / Tenões
Endereço / Local

Monte Espinho
Bom Jesus do Monte
4700 Braga

Protecção

Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)
ZEP
-
Zona "non aedificandi"
-
Abrangido em ZEP ou ZP
Não
Abrangido por outra classificação
Não
Património Mundial
-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

O Santuário do Bom Jesus do Monte, tal como o conhecemos hoje, é o resultado de múltiplas intervenções arquitectónicas, aliadas a um esforço significativo de actualização estética e catequética que, desde o final do século XV, têm reafirmado a vocação religiosa deste espaço. Na sua construção trabalharam vários artistas de Braga, principalmente durante o período barroco, uma vez que a feição cenográfica dos escadórios e o conceito de igreja de peregrinação se acentuou, essencialmente, nesta época. Da mesma forma, encontra-se-lhe indissociavelmente ligado o nome do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, que conferiu a todo este complexo uma unidade arquitectónica e iconográfica, celebrando, ao mesmo tempo, o seu próprio poder enquanto membro da igreja, ao colocar as suas armas no pórtico que dá início ao percurso. As obras do templo mantiveram-se, contudo, até ao século XIX, e muito embora seja a linguagem barroca a predominar em todo o espaço, são múltiplos os testemunhos do rococó e do neoclassicismo.
A primeira edificação religiosa erguida neste local por ordem do Arcebispo D. Jorge da Costa, remonta a 1494. Foi reconstruída, sucessivamente, em 1522 e 1629, datando desta última campanha as seis capelas da Paixão, as casas para os romeiros e a nomeação de um ermitão. Ou seja, se a ideia da Paixão de Cristo associada a um percurso através do monte (entendido como caminho de salvação), esteve presente desde o início, foi a partir da intervenção de 1629 que esta se tornou mais efectiva, culminando, no século XVIII, com o projecto de D. Rodrigo de Moura Teles e de D. Gaspar de Bragança. De facto, em 1722 todo o complexo foi reformulado, uniformizado e definido o percurso a partir do pórtico com as armas do arcebispo, surgindo então as oito novas capelas e as respectivas fontes com figurações mitológicas, que confrontavam "a Verdade e a Fé cristãs (...) com a falsidade emanada de outros cultos" (FERNANDES, 1989, p. 93).
No Terreiro das Chagas encontra-se a fonte com emblemas da Paixão que tem vindo a ser atribuída a André Soares, e com o qual termina esta primeira parte do percurso. Seguem-se o Escadório dos Cinco Sentidos, em que cada fonte corresponde a um sentido, facilmente identificável, e o Escadório das Virtudes (com as representações da Fé, Esperança e Caridade), este último atribuído a Carlos Amarante, e executado já ao tempo do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, responsável pela ampliação do santuário.
O paralelo com o Caminho do Calvário e a função catequética do Bom Jesus encontra-se bem expressa ao longo da trajectória ziguezagueante através da qual se chega à igreja, e onde todas as manifestações artísticas convergem num mesmo sentido, como refere José Fernandes Pereira: "no escadório dos Cinco Sentidos a mensagem centra-se no carácter ilusório e pecaminoso do conhecimento sensível" (FERNADES, 1988, p. 27). Contudo, a água e as imagens sagradas funcionam como possibilidades de purificação, que culminam no Escadório das Virtudes, onde o romeiro contacta com as verdades teologais, encontrando-se, então, "apto a entrar no ponto culminante de todo o percurso: a igreja, a casa de Deus, na qual só devem entrar os puros" (FERNANDES, 1988, p. 27).
O templo situava-se, anteriormente, no final do Escadório dos Cinco Sentidos, e a sua traça é atribuída a Manuel Pinto Vilalobos (c. 1725). Foi destruído para dar lugar ao actual, edificado por Carlos Amarante, numa linguagem que denota a abertura ao neoclassicismo, e a depuração decorativa daí decorrente, numa composição onde se destaca o corpo central, coroado por frontão triangular, e ladeado por duas torres. Contudo, e apesar da citação clássica, Amarante denota a influência da arquitectura bracarense de André Soares, bem presente na eficaz animação da fachada. O interior é bastante sóbrio, com quatro capelas laterais destacando-se, no altar principal, o Calvário da autoria do escultor de Braga José Monteiro da Rocha, e as telas de Pedro Alexandrino.
RC

Imagens

Bibliografia

Title
"As mais belas igrejas de Portugal, vol. I"
Local
Lisboa
Date
1988
Autor(es)
GIL, Júlio



Title
"Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal"
Local
Lisboa
Date
1987
Autor(es)
CARITA, Hélder, CARDOSO, Homem



Title
""Três artistas de Braga (1735-1775)", Bracara Augusta (Actas do Congresso a Arte em Portugal no século XVIII)"
Local
Braga
Date
1973
Autor(es)
SMITH, Robert C.



Title
"André Soares, arquitecto do Minho"
Local
Lisboa
Date
1973
Autor(es)
SMITH, Robert C.



Title
""Amarante, Carlos Luís Ferreira da Cruz", Dicionário da Arte Barroca em Portugal"
Local
Lisboa
Date
1989
Autor(es)
FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime



Title
""Bom Jesus do Monte", Dicionário da Arte Barroca em Portugal"
Local
Lisboa
Date
1989
Autor(es)
PEREIRA, José Fernandes



Title
""A retórica da Fé: simbolismo e decoração no escadório dos cinco sentidos", Claro-Escuro: revista de estudos barrocos, n.º 1, Novembro de 1988"
Local
Lisboa
Date
1988
Autor(es)
PEREIRA, José Fernandes



Title
"Descripção do prodigioso Augusto Sanctuario do Bom Jesus do Monte da Cidade de Braga"
Local
Lisboa
Date
1973
Autor(es)
VIEIRA, Manoel Antonio



Title
"Particularidades, e origem do admirável Santuário do Bom Jesus do Monte, extramuros da cidade de Braga"
Local
Lisboa
Date
1803
Autor(es)
ARAÚJO, Manuel António Vieira de



Title
"Indicatorio sucinto do Santuario do Bom Jesus do Monte"
Local
Porto
Date
1841
Autor(es)
CALDAS, J. J. da Silva Pereira



Title
"Memórias do Bom Jesus do Monte"
Local
Coimbra
Date
1844
Autor(es)
PIMENTEL, Diogo Pereira Forjaz de Sampaio



Title
"Memoria historica do Sanctuario do Bom Jesus do Monte"
Local
Braga
Date
1884
Autor(es)
CASTIÇO, Fernando



Title
"Bom Jesus do Monte"
Local
Braga
Date
1899
Autor(es)
COUTINHO, Azevedo



Title
"Bom Jesus do Monte"
Local
Braga
Date
1930
Autor(es)
FEIO, Alberto



Title
"Santuário do Bom Jesus do Monte : fenómeno tardo barroco em Portugal"
Local
Braga
Date
1988
Autor(es)
MASSARA, Mónica F.



Title
""Carlos Amarante e o Bom Jesus de Braga", O Distrito de Braga, 1975"
Local
Braga
Date
1975
Autor(es)
LIMA, Fernando



Title
""Origem dos Santuários tipo "Bom Jesus do Monte", em Braga, nos "Sacro-Monte" do norte da Itália (Piemonte e Lombardia), dos séculos XVI e XVII - exemplo do de Varese", Bracara Augusta, volume XX, n.º 64, VII, 1973"
Local
Braga
Date
1973
Autor(es)
BARATA, Mário



Title
""Neoclassicismo ou fim do classicismo?", História da Arte Portuguesa"
Local
Lisboa
Date
1995
Autor(es)
PEREIRA, José Fernandes



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