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Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto - detalhe
Designação
Localização
Rua Gólgota
Porto
Protecção
Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)
Despacho n.º 85/GP/05 de 29/09
Descrições
Foi em 1834 que o ensino da Arquitectura em Portugal e, nomeadamente, no Porto, ganhou estatuto próprio, com a fundação da Academia de Belas-artes portuense, depois de um longo período em que se criara, com o Decreto de D. Maria I (1734-1916), datado de 1779, a denominada "Aula Pública de Debuxo e Desenho" na cidade do Porto, até que a reforma de 1881 permitiu fundar a Escola de Belas-artes, conferindo-lhe uma condição independente da Academia, embora o curso de Arquitectura, propriamente dito, fosse apenas implementado já em plena República e, mais propriamente, em 1911.
A vitalidade e o vanguardismo pedagógico desde cedo assumidos pelo grupo de docentes da Escola influenciaram, entretanto, o espírito subjacente à reforma do seu ensino observadas em 1967, devendo-se-lhe a instituição, então consagrada, de autonomia total do Curso de Arquitectura relativamente aos de Pintura e Escultura, um novo ciclo de existência e procedimentos que seria coroado com a criação da nova Faculdade de Arquitectura.
E foi, justamente, o risco deste novo edifício que foi entregue ao arquitecto português de maior projecção internacional, o consagrado Álvaro Siza (1933-), ex-aluno, ademais, de Arquitectura da antiga Escola Superior de Belas Artes do Porto, entre 1949 e 1955, cidade onde tem vindo, aliás, há muito imprimindo a sua marca, nomeadamente no referencial Museu de Serralves-Museu de Arte Contemporânea, para citarmos apenas este exemplo.
O projecto permitiu uma enorme flexibilidade de espaços, imprescindível à maioria das actividades desenvolvidas no interior da Faculdade, articulando as diversas zonas consoante a especificidade de cada uma, dividindo-as em inúmeras salas distribuídas ao longo de edifícios destacados pela singularidade das suas utilizações, espelhada na própria diferenciação de escala, luz e tipos de vão.
Quanto à área envolvente do edifício da Faculdade, ela contemplará, no fundo, o espírito subjacente, considerando-a e abarcando-a, na sua totalidade.
[AMartins]





