Parque Arqueológico do Vale do Côa

O Parque Arqueológico do Vale do Côa foi criado em Agosto de 1996 tendo como objectivos gerir, proteger, musealizar e colocar em visita pública a arte rupestre do Vale do Côa.

A arte do Côa foi classificada como Monumento Nacional em 1997 e Património da Humanidade em 1998 pela UNESCO com os seguintes critérios:

“A arte rupestre do paleolítico superior do Vale do Côa é uma ilustração excepcional do desenvolvimento repentino do génio criador, na alvorada do desenvolvimento cultural humano;
A arte rupestre do Vale do Côa demonstra, de forma excepcional, a vida social, económica e espiritual do primeiro antepassado da humanidade”.

Em Agosto de 2010 a extensão do Vale do Côa em Espanha, Siega Verde, foi inscrita na lista de património mundial do Comité do Património Mundial da UNESCO. Esta estação rupestre situa-se junto ao rio Águeda, um afluente do Douro, a poucos quilómetros da fronteira portuguesa de Vilar Formoso, em Villar de la Yegua, Salamanca e integra 94 painéis espalhados por 15 quilómetros, com mais de 500 representações de animais e alguns signos esquemáticos que foram descobertos no final dos anos oitenta. As semelhanças com as gravuras de Foz Côa permitiram assegurar que as gravuras de Siega Verde foram realizadas pelos homens do Paleolítico Superior, entre 20 mil e 12 mil anos antes da nossa era, sendo contemporâneas das do Côa.

A arte rupestre
O Vale do Côa é considerado como um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo e é o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre. Aqui foram identificados cinco dezenas de núcleos de arte, ao longo dos últimos 17 quilómetros do Rio Côa, até à sua confluência com o Douro.
Estes núcleos apresentam gravuras datadas, na sua maioria, do Paleolítico superior (mais de 10.000 antes do presente) mas o vale guardou também exemplos de pinturas e gravuras do Neolítico e Calcolítico, gravuras da Idade do Ferro e dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, altura em que os moleiros, os últimos gravadores do Côa, abandonaram o fundo do vale.
Diferentes homens e mulheres deixaram a sua marca nas rochas, desde há cerca de 25.000 até à contemporaneidade.


Rio Côa

Rio Côa

Rio Côa
Arte Rupestre
Arte Rupestre
Arte Rupestre
Arte Rupestre
Museu

O território
De forma a preservar os núcleos de arte rupestre e os sítios arqueológicos coevos, o PAVC gere um território de duzentos quilómetros quadrados em torno dos últimos quilómetros do vale do rio Côa e junto à sua confluência com o Douro. Este território integra parcelas dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Meda, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa.



Visitas aos núcleos de arte rupestre

Face às características e condições de jazida da arte rupestre, o Parque Arqueológico organizou um sistema de visitas às gravuras do Vale do Côa tendo como preocupação a sua boa fruição por parte dos visitantes, em equilíbrio com a conservação da arte rupestre e da paisagem.
O visitante tem à sua escolha quatro dos mais importantes núcleos de arte rupestre do Vale do Côa: Penascosa, Canada do Inferno, Ribeira de Piscos e Fariseu (visita apenas sazonal). As visitas a estes núcleos fazem-se em viaturas todo-o-terreno e sempre acompanhadas por um guia, a partir da sede do Parque e de dois centros de recepção, nas aldeias de Castelo Melhor e Muxagata.
As visitas aos núcleos de arte rupestre deverão ser marcadas através dos contactos do Parque Arqueológico:

Tel: +351 279768260/1
Fax: +351 279768270
E-mail: visitas.pavc@igespar.pt

Alguns conselhos práticos:
Uma vez que é necessário caminhar, aconselha-se o uso de roupa e calçado práticos.
Devido ao intenso calor que frequentemente se faz sentir no vale durante o Verão, o visitante deverá munir-se de chapéu, protector solar e de água. No Inverno é prudente trazer impermeável, dado que, junto às rochas gravadas, não permitido o uso de guarda-chuva.

Visitas aos núcleos de arte rupestre

Penascosa - Castelo Melhor

Canada do Inferno - Vila Nova de Foz Côa

Ribeira de Piscos - Muxagata

Fariseu - Muxagata

No Rasto dos Caçadores Paleolíticos - Algodres e Almendra

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O Museu

Aberto ao público desde 30 de Julho, o Museu do Côa proporciona ao visitante uma viagem no tempo, até à alvorada do desenvolvimento da Humanidade, quando surgiram as primeiras tentativas de representação simbólica enquadradas por uma nova relação do Homem com a natureza e pela emergência da Cultura. Três salas de contextualização e introdução à temática expositiva e quatro salas onde é apresentado o tratamento monográfico da arte rupestre do Vale do Côa, são complementadas com a exposição temporária “Gesto e Inscrição”, composta por 38 obras, de nove artistas contemporâneos, da colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento

O Museu do Côa assenta em diferentes formas de apresentação dos conteúdos. A solução adoptada reflecte, assumidamente, a utilização de tecnologias multimédia, acompanhada do recurso à fotografia e ao desenho. Associa-se a uma criteriosa exposição de objectos encontrados e são usadas imagens das gravuras e dos sítios arqueológicos do Vale do Côa, num ambiente criado para novos suportes e leituras.

Os conteúdos científicos foram desenvolvidos pelo IGESPAR/Parque Arqueológico do Vale do Côa e pela Universidade do Minho (Unidade de Arqueologia), Universidade de Lisboa (Centro de Estudos Geográficos da Faculdade de Letras) e Universidade Nova de Lisboa (Centro de Estudos Comunicação e Linguagem), prevalecendo o uso de métodos contemporâneos de comunicação associados à intenção de gestão do conhecimento e do acesso à informação.

 Há um contacto directo com peças do Paleolítico, artefactos que testemunham o quotidiano do Homem no Vale do Côa e que convidam o visitante a viajar no tempo, até à alvorada do desenvolvimento da Humanidade, quando surgiram as primeiras tentativas de representação simbólica, enquadradas por uma nova relação com a natureza e pela emergência da Cultura.

O percurso da visita é linear, atravessando sequencialmente os diversos módulos expositivos organizados ao longo de sete salas. A modulação dos temas estrutura-se em dois núcleos: três salas de contextualização e introdução à temática expositiva e quatro salas onde é apresentado o tratamento monográfico da Arte Rupestre do Vale do Côa.

A exposição foi concebida como um sistema flexível. Os elementos verticais são do tipo caixa de luz/painel infográfico e podem ser utilizados, isolados ou associados, em painéis de grandes dimensões, tipo mosaico. Os elementos horizontais são constituídos por vitrinas/mesas de luz.

Sendo a Arte Paleolítica do Côa uma arte da luz, a iluminação assenta no registo da descontextualização das gravuras e no entendimento de museu como “intrinsecamente um espaço encerrado e protegido”. Criou-se um ambiente de ténue luminosidade, propício ao exercício da atenção. A luz emana das gravuras, ou seja, da sua representação, permitindo a percepção da presença de uma ausência.

Site do Parque/Museu do Côa

Para saber mais


Serviços Educativos

O Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) recebe habitualmente um número significativo de alunos oriundos dos diversos níveis de ensino e de escolas de norte a sul do país. Trata-se, para o Parque, de um público de extraordinária importância e, por essa razão, têm vindo a desenvolver-se actividades educativas que lhe são essencialmente dirigidas. 
As visitas são feitas em pequenos grupos, por isso os alunos têm algum tempo livre enquanto esperam a sua vez. É importante que a visita seja bem preparada para que este tempo seja aproveitado da melhor forma, seja pela realização de oficinas ou outras actividades, seja pela visita às aldeias em que se situam os Centros de Recepção.
Uma vez que as visitas implicam meios humanos e materiais que têm de ser previamente reservados — guias e viaturas todo-o-terreno —, devem ser marcadas com a maior antecedência possível, preferencialmente no início do ano lectivo, através dos contactos do Parque Arqueológico:
Parque Arqueológico do Vale do Côa
5150-610 Vila Nova de Foz Côa
Fax: +351 279768270
actividadeseducativas.pavc@igespar.pt

ACTIVIDADES EDUCATIVAS 2010 - PROGRAMA

- OUTRAS ACTIVIDADES DE ÂMBITO PEDAGÓGICO
O PAVC poderá colaborar em outras actividades, tais como:

  • Cedência do espaço reservado a exposições temporárias para albergar exposições promovidas pelas escolas;
  • Enquadramento de estágios técnico-profissionais;
  • Disponibilização de recursos humanos e equipamento para acções de divulgação e actividades educativas nas escolas;

Fichas de apoio para preparação de visitas para descarregar

Visita de Estudo às Gravuras Rupestres do Vale do Côa
Momento de aprendizagem/ Momento de divertimento
Sugestões de actividades prévias às visitas
A arte e os artistas paleolíticos do Vale do Côa
Com lupa papel e caneta vamos descobrir Castelo Melhor

Para a preparação de actividades no âmbito de visitas marcadas ou qualquer outro tipo de actividades educativas relacionadas com o património do Vale do Côa, contactar:
Marta Mendes ou Rosa Jardim
Tel: +351 279768264
E-mail: actividadeseducativas.pavc@igespar.pt
Para apoio pedagógico, contactar:
E-mail: mmendes.pavc@igespar.pt
Para realização de exposições, contactar:
E-mail: rjardim.pavc@igespar.pt

Roteiros Turísticos/Culturais na Proximidade

O património cultural
Munindo-se de produtos regionais que o acompanharão nos seus percursos - o pão e as bolas toscas, os biscoitos, os figos, os vinhos, o azeite, o mel de rosmaninho e a amêndoa, bem como a panóplia de doces com ela confeccionados -, aconselhamos que parta à descoberta da paisagem e património do Vale do Côa. Encaixado entre o granito e o xisto, o Vale do Côa é uma região de amplos horizontes, pontuada por alvos pombais, ressaltando o branco da flor da amendoeira entre Fevereiro e Março, e as diferentes tonalidades das vinhas do Outono.

- Almendra (Vila Nova de Foz Côa)

- Castelo Melhor (Vila Nova de Foz Côa)

- Chãs (VIla Nova de Foz Côa)

- Muxagata (Vila Nova de Foz Côa)

- Santa Comba e Tomadias (Vila Niva de Foz Côa)

- Vila Nova de Foz Côa

- Algodres e Vale de Afonsinho (Figueira de Castelo Rodrigo)

- Longroiva (Meda)

- Cidadelhe (Pinhel)

Sítios arqueológicos visitáveis
Salientam-se, nos concelhos do Parque Arqueológico, mas fora dos limites do Parque, as ruínas do Castelo Velho, que datam da Idade do Cobre/Idade do Bronze, de Castanheiro do Vento, os sítios do Prazo e Romanzil. em Freixo de Numão (Vila Nova de Foz Côa); o templo romano em Almofala (Figueira de Castelo Rodrigo); Marialva, importante centro em época romana e sede de concelho em época medieval e moderna (Meda) e os vestígios romanos na Coriscada (Meda).

- Museu da Casa Grande e Roteiros arqueológicos de Freixo de Numão

- Castelo Velho de Freixo de Numão

- Torre de Almofala

- Marialva

O património natural
Uma parte do território da PAVC cooresponde à ZPE do Vale do Côa. A existência das aves rupícolas conduziu, recentemente, à classificação desta área como Zona de Protecção Especial (Directiva Aves - nº 79/409/CEE, Directiva Habitats nº 92/43/CEE, Decreto-Lei nº 384-B/99), que lhe assegura a entrada para a Rede Natura 2000, a rede comunitária de áreas protegidas. Esta classificação prevê a protecção, a gestão e o controlo das espécies de aves de estatuto ameaçadao, por forma a garantir a sua sobrevivência e reprodução.
O Abutre do Egipto, o Grifo, a Águia de Bonelli e a Águia real são quatro espécies que possuem um estatuto ameaçado a nível comunitário. Distribuem-se ao longo do vale do Côa que constitui um dos principais núcleos de nidificação em Portugal, e apesar de possuírem hábitos biológicos distintos (as duas primeiras constituem espécies necrófagas e as águias são essencialmente predadoras), dependem das mesmas condições ecológicas e habitats. Esses habitats correspondem ao mosaico agrícola presente nas encostas declivosas do vale do Côa e do bordo planáltico adjacente. Destaca-se a importância dos matos arborescentes associados ao pastoreio de ovinos, que por sua vez alternam com os olivais e amendoais tradicionais, com as pastagens naturais e com as culturas arvenses de sequeiro, que por sua vez são subsidiárias da actividade pecuária. (Associação Transumância e Natureza)

Na proximidade do Parque Arqueológico situa-se o Parque Natural do Douro Internacional.  


LOJA

Ficha de Interpretação (unidade)


24 fichas de diferentes painéis
Autores: A. M. Baptista e M. V. Gomes
Fotografias: João Zilhão e CNART

Preço Unitário: 1.00 EUR

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Categoria:

Relógio - Museu do Côa

Adaptação
Bracelete em PVC
Museu do Côa
Design Elisabete Moura B. F.

Excepcional conjunto de arte rupestre ao ar livre, do Paleolítico Superior (±25.000 – ±10.000 anos antes do presente), constituída por milhares de figuras gravadas em xisto, representando cavalos, auroques (bois selvagens), cabras, veados, signos geométrico-simbólicos e algumas figuras humanas.
Constitui um dos exemplos mais notáveis das primeiras manifestações da criação artística do Homem.
Núcleo de gravuras Património Mundial UNESCO – 1998

Preço Unitário: 18.80 EUR

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Travessa rectangular - Museu do Côa

Adaptação
Design Elisabete Moura B. F.
Museu do Côa


Conjunto com chávena de café
Adaptação
Dim: 65x Ø120 mm
Ref: IPPRCCA10350937
PVP: 19,50 €

A paisagem do Vale do Côa é indelevelmente monumentalizada por manifestações artísticas rupestres de ar livre que se inserem em diversos monumentos da Pré-História, nomeadamente o maior conjunto de figurações paleolíticas até hoje conhecidas. Constituindo-se como um sítio singular no panorama da arte das origens, os núcleos de gravuras rupestres paleolíticas foram inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO em Dezembro de 1998.

Preço Unitário: 8.20 EUR

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Chávena de café - Museu do Côa

Adaptação
Design Elisabete Moura B. F.
Museu do Côa


Conjunto com travessa rectangular
Adaptação
Dim: 15x85x72 mm
Ref: IPPRPPE10351637
PVP: 8,20 €

A paisagem do Vale do Côa é indelevelmente monumentalizada por manifestações artísticas rupestres de ar livre que se inserem em diversos monumentos da Pré-História, nomeadamente o maior conjunto de figurações paleolíticas até hoje conhecidas. Constituindo-se como um sítio singular no panorama da arte das origens, os núcleos de gravuras rupestres paleolíticas foram inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO em Dezembro de 1998.

Preço Unitário: 19.50 EUR

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