Parque Arqueológico do Vale do Côa
O Parque Arqueológico do Vale do Côa foi criado em Agosto de 1996 tendo como objectivos gerir, proteger, musealizar e colocar em visita pública a arte rupestre do Vale do Côa.
A arte do Côa foi classificada como Monumento Nacional em 1997 e Património da Humanidade em 1998 pela UNESCO com os seguintes critérios:
“A arte rupestre do paleolítico superior do Vale do Côa é uma ilustração excepcional do desenvolvimento repentino do génio criador, na alvorada do desenvolvimento cultural humano;
A arte rupestre do Vale do Côa demonstra, de forma excepcional, a vida social, económica e espiritual do primeiro antepassado da humanidade”.
A arte rupestre
O Vale do Côa é considerado como um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo e é o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre. Aqui foram identificados cinco dezenas de núcleos de arte, ao longo dos últimos 17 quilómetros do Rio Côa, até à sua confluência com o Douro.
Estes núcleos apresentam gravuras datadas, na sua maioria, do Paleolítico superior (mais de 10.000 antes do presente) mas o vale guardou também exemplos de pinturas e gravuras do Neolítico e Calcolítico, gravuras da Idade do Ferro e dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, altura em que os moleiros, os últimos gravadores do Côa, abandonaram o fundo do vale.
Diferentes homens e mulheres deixaram a sua marca nas rochas, desde há cerca de 25.000 até à contemporaneidade.
O território
De forma a preservar os núcleos de arte rupestre e os sítios arqueológicos coevos, o PAVC gere um território de duzentos quilómetros quadrados em torno dos últimos quilómetros do vale do rio Côa e junto à sua confluência com o Douro. Este território integra parcelas dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Meda, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa.


Visitas aos núcleos de arte rupestre
Face às características e condições de jazida da arte rupestre, o Parque Arqueológico organizou um sistema de visitas às gravuras do Vale do Côa tendo como preocupação a sua boa fruição por parte dos visitantes, em equilíbrio com a conservação da arte rupestre e da paisagem.
O visitante tem à sua escolha quatro dos mais importantes núcleos de arte rupestre do Vale do Côa: Penascosa, Canada do Inferno, Ribeira de Piscos e Fariseu (visita apenas sazonal). As visitas a estes núcleos fazem-se em viaturas todo-o-terreno e sempre acompanhadas por um guia, a partir da sede do Parque e de dois centros de recepção, nas aldeias de Castelo Melhor e Muxagata.
As visitas aos núcleos de arte rupestre deverão ser marcadas através dos contactos do Parque Arqueológico:
Tel: +351 279768260/1
Fax: +351 279768270
E-mail: visitas.pavc@igespar.pt
Alguns conselhos práticos:
Uma vez que é necessário caminhar, aconselha-se o uso de roupa e calçado práticos.
Devido ao intenso calor que frequentemente se faz sentir no vale durante o Verão, o visitante deverá munir-se de chapéu, protector solar e de água. No Inverno é prudente trazer impermeável, dado que, junto às rochas gravadas, não permitido o uso de guarda-chuva.
Visitas aos núcleos de arte rupestre
Serviços Educativos
O Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) recebe habitualmente um número significativo de alunos oriundos dos diversos níveis de ensino e de escolas de norte a sul do país. Trata-se, para o Parque, de um público de extraordinária importância e, por essa razão, têm vindo a desenvolver-se actividades educativas que lhe são essencialmente dirigidas.
As visitas são feitas em pequenos grupos, por isso os alunos têm algum tempo livre enquanto esperam a sua vez. É importante que a visita seja bem preparada para que este tempo seja aproveitado da melhor forma, seja pela realização de oficinas ou outras actividades, seja pela visita às aldeias em que se situam os Centros de Recepção.
Uma vez que as visitas implicam meios humanos e materiais que têm de ser previamente reservados — guias e viaturas todo-o-terreno —, devem ser marcadas com a maior antecedência possível, preferencialmente no início do ano lectivo, através dos contactos do Parque Arqueológico:
Parque Arqueológico do Vale do Côa
5150-610 Vila Nova de Foz Côa
Fax: +351 279768270
actividadeseducativas.pavc@igespar.pt
ACTIVIDADES EDUCATIVAS 2010 - PROGRAMA
- OUTRAS ACTIVIDADES DE ÂMBITO PEDAGÓGICO
O PAVC poderá colaborar em outras actividades, tais como:
- Cedência do espaço reservado a exposições temporárias para albergar exposições promovidas pelas escolas;
- Enquadramento de estágios técnico-profissionais;
- Disponibilização de recursos humanos e equipamento para acções de divulgação e actividades educativas nas escolas;
Fichas de apoio para preparação de visitas para descarregar
Visita de Estudo às Gravuras Rupestres do Vale do Côa
Momento de aprendizagem/ Momento de divertimento
Sugestões de actividades prévias às visitas
A arte e os artistas paleolíticos do Vale do Côa
Com lupa papel e caneta vamos descobrir Castelo Melhor
Para a preparação de actividades no âmbito de visitas marcadas ou qualquer outro tipo de actividades educativas relacionadas com o património do Vale do Côa, contactar:
Marta Mendes ou Rosa Jardim
Tel: +351 279768264
E-mail: actividadeseducativas.pavc@igespar.pt
Para apoio pedagógico, contactar:
E-mail: mmendes.pavc@igespar.pt
Para realização de exposições, contactar:
E-mail: rjardim.pavc@igespar.pt
Roteiros Turísticos/Culturais na Proximidade
O património cultural
Munindo-se de produtos regionais que o acompanharão nos seus percursos - o pão e as bolas toscas, os biscoitos, os figos, os vinhos, o azeite, o mel de rosmaninho e a amêndoa, bem como a panóplia de doces com ela confeccionados -, aconselhamos que parta à descoberta da paisagem e património do Vale do Côa. Encaixado entre o granito e o xisto, o Vale do Côa é uma região de amplos horizontes, pontuada por alvos pombais, ressaltando o branco da flor da amendoeira entre Fevereiro e Março, e as diferentes tonalidades das vinhas do Outono.
- Almendra (Vila Nova de Foz Côa)
- Castelo Melhor (Vila Nova de Foz Côa)
- Chãs (VIla Nova de Foz Côa)
- Muxagata (Vila Nova de Foz Côa)
- Santa Comba e Tomadias (Vila Niva de Foz Côa)
- Vila Nova de Foz Côa
- Algodres e Vale de Afonsinho (Figueira de Castelo Rodrigo)
- Longroiva (Meda)
- Cidadelhe (Pinhel)
Sítios arqueológicos visitáveis
Salientam-se, nos concelhos do Parque Arqueológico, mas fora dos limites do Parque, as ruínas do Castelo Velho, que datam da Idade do Cobre/Idade do Bronze, de Castanheiro do Vento, os sítios do Prazo e Romanzil. em Freixo de Numão (Vila Nova de Foz Côa); o templo romano em Almofala (Figueira de Castelo Rodrigo); Marialva, importante centro em época romana e sede de concelho em época medieval e moderna (Meda) e os vestígios romanos na Coriscada (Meda).
- Museu da Casa Grande e Roteiros arqueológicos de Freixo de Numão
- Castelo Velho de Freixo de Numão
- Torre de Almofala
- Marialva
O património natural
Uma parte do território da PAVC cooresponde à ZPE do Vale do Côa. A existência das aves rupícolas conduziu, recentemente, à classificação desta área como Zona de Protecção Especial (Directiva Aves - nº 79/409/CEE, Directiva Habitats nº 92/43/CEE, Decreto-Lei nº 384-B/99), que lhe assegura a entrada para a Rede Natura 2000, a rede comunitária de áreas protegidas. Esta classificação prevê a protecção, a gestão e o controlo das espécies de aves de estatuto ameaçadao, por forma a garantir a sua sobrevivência e reprodução.
O Abutre do Egipto, o Grifo, a Águia de Bonelli e a Águia real são quatro espécies que possuem um estatuto ameaçado a nível comunitário. Distribuem-se ao longo do vale do Côa que constitui um dos principais núcleos de nidificação em Portugal, e apesar de possuírem hábitos biológicos distintos (as duas primeiras constituem espécies necrófagas e as águias são essencialmente predadoras), dependem das mesmas condições ecológicas e habitats. Esses habitats correspondem ao mosaico agrícola presente nas encostas declivosas do vale do Côa e do bordo planáltico adjacente. Destaca-se a importância dos matos arborescentes associados ao pastoreio de ovinos, que por sua vez alternam com os olivais e amendoais tradicionais, com as pastagens naturais e com as culturas arvenses de sequeiro, que por sua vez são subsidiárias da actividade pecuária. (Associação Transumância e Natureza)
Na proximidade do Parque Arqueológico situa-se o Parque Natural do Douro Internacional.
LOJA
24 fichas de diferentes painéis
Autores: A. M. Baptista e M. V. Gomes
Fotografias: João Zilhão e CNART
Preço Unitário: 1.00 EUR
Categoria:
Parque Arqueológico do Vale do Côa





