Pesquisa de Património
Fortaleza do Cabo de São Vicente - detalhe
Designação
Localização
- Cabo de São Vicente
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Protecção
Portaria n.º 550/86, DR, I Série, n.º 221, de 25-09-1986 (rectificou a delimitação constante da portaria anterior) (ver Portaria)
Portaria publicada no DG, II Série, n.º 128, de 30-05-1962
Descrições
Local fundamental na defesa costeira do Algarve, devido à sua proximidade com o Norte de África, o extremo sudoeste da costa portuguesa era, desde meados do século IV lugar de devoção e peregrinação para muitos cristãos peninsulares, que até aí se deslocavam em romaria para visitar o túmulo de São Vicente.
O templo onde o túmulo do mártir se encontrava depositado foi destruído pelas tropas muçulmanas no século XII, e na época o corpo de São Vicente foi trasladado para Lisboa por ordem de D. Afonso Henriques. Na centúria seguinte, cerca de 1279, D. Dinis transformou o espaço desta igreja num cenóbio, conhecido como Convento do Corvo.
A zona do cabo onde se situava esta comunidade conventual era, no entanto, fundamental para a defesa do sul da costa atlântica, e a sua importância estratégica cresceu com a ocupação portuguesa das praças africanas ao longo do século XV. Assim, cerca de 1508 o bispo de Silves, D. Fernando Coutinho, mandou erguer no local as primeiras casas que serviram para assegurar a defesa do cabo, doadas aos frades do Corvo. Mais tarde. D. João III mandou levantar no local uma fortaleza, cuja obra foi terminada no reinado de D. Sebastião (COUTINHO, Valdemar, 1997, p. 161).
No entanto, a fortaleza quinhentista seria destruída por Sir Francis Drake, corsário inglês que em 1587 assolou a costa mediterrânica da Península Ibérica e atacou as fortificações da região de Sagres. Parte da estrutura actualmente existentes resulta da reedificação levada a cabo em 1606 por ordem de Filipe III de Espanha.
Implantada sobre o cabo de São Vicente, a fortaleza desenvolve-se em planta poligonal, com um baluarte voltado a terra e duas entradas na praça forte, a principal rasgada em arco pleno na face da muralha, encimada pelo escudo de Portugal, e uma de menores dimensões, aberta lateralmente.
No interior da praça ainda subsistem algumas dependências da fortaleza, abobadadas em canhão e encimadas por terraços, e os espaços do antigo Convento do Corvo foram substituídos por construções edificadas o início do século XX, que servem de apoio ao farol instalado na fortaleza em 1904.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2005





