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Pesquisa de Património

Sé Catedral de Faro - detalhe

Designação

Designação
Sé Catedral de Faro
Outras Designações
Igreja de Santa Maria
Categoria / Tipologia
Arquitectura Religiosa / Templo
Inventário Temático
-

Localização

Divisão Administrativa
Faro / Faro / Faro (Sé)
Endereço / Local

Praça D. Afonso III
Faro
8000 Faro

Rua do Trem
Faro
8000 Faro

Largo da Sé
Faro
8000 Faro

Protecção

Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
Cronologia
Decreto n.º 40 361, DG, I Série, nº 228, de 20-10-1955 (ver Decreto)
ZEP
Proposta de 15-11-2010 da DRCAlgarve para alargamento da ZEP do Património Classificado do Núcleo Histórico de Faro Vila Adentro
Parecer de 23-05-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 05-12-2007 da DRCAlgarve propõe ZEP conjunta ao Núcleo Histórico de Faro, abrangendo este imóvel
Zona "non aedificandi"
-
Abrangido em ZEP ou ZP
Sim
Abrangido por outra classificação
Não
Património Mundial
-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

O local onde se implanta a actual Sé de Faro parece ter uma longa história de sacralidade, apesar de não existir qualquer comprovação arqueológica. De acordo com a tradição, aqui se estabeleceu a primitiva basílica paleocristã, depois transformada em mesquita e, finalmente, convertida em igreja cristã após a conquista da cidade por D. Afonso III (LOPES, 1848, p.343).
As origens do actual templo identificam-se nos meados do século XIII. Conquistada a cidade em 1249, ter-se-á iniciado a construção de uma igreja matriz. De acordo com um documento revelado por Alberto Feio, em 1251 o arcebispo de Braga, D. João Viegas, encarregou dois dominicanos (Pelágio e Pedro) de edificarem a igreja de Santa Maria de Faro (FEIO, 1951), o que parece veio a acontecer. No entanto, tal edifício, que alguns autores sugerem ter sido concluído por 1271 (ROSA, 1984, p.16; PAULA, 1993), "deve ter sido exíguo" (LAMEIRA, 1999, p.28) e, no reinado de D. Dinis, o monarca determinou a venda de um imóvel nas imediações do templo, para que este pudesse ser ampliado (MASCARENHAS, 1974). Dessa intervenção dionisina, que presumivelmente privilegiou um plano tripartido de cariz paroquial (semelhante ao de São Clemente de Loulé, Santa Maria de Tavira e tantos outros templos construídos um pouco por todo o país), nada sabemos, uma vez que, na viragem para o século XIV, nova campanha de obras reformulou radicalmente o edifício.
Data, assim, do século XV o essencial da obra que chegou até nós. Ela foi grandemente transformada na Idade Moderna, mas mantém ainda alguns elementos fundamentais do figurino gótico então conseguido. A torre quadrangular, que se adossa à fachada principal, é o mais eloquente testemunho da obra quatrocentista, impondo-se cenograficamente no amplo adro catedralício. Antecedida por escadaria, possui dois pisos, sendo o primeiro ocupado por um narthex de acesso ao interior do templo e o segundo por uma dependência, amplamente iluminada que, na época moderna, tinha comunicação com o coro-alto. O narthex tem entradas em cada face, através de arcos triplos de perfil quebrado, com impostas marcadas, mas sem colunas e capitéis.
O portal axial da igreja é mais cuidado, parecendo repetir os típicos portais góticos inseridos em gabletes, aqui interrompido pela abóbada de cruzaria que cobre o narthex: de três arquivoltas (a exterior decorada com um friso de estrelas de quatro pontas), os seus capitéis denunciam bem o marco artístico em que a obra foi realizada, assemelhando-se esteticamente ao grande estaleiro da Batalha (LAMEIRA, 1999, p.29), pela flora tendencialmente organizada em dois andares e o contorno fino do colarinho.
No interior, restam duas capelas góticas, colocadas nas extremidades do transepto. De planta poligonal, foram transformadas na época moderna, mas conservam ainda os contrafortes escalonados originais e as janelas de duplo lume, cujos capitéis repetem igualmente uma organização a dois andares de cariz batalhino.
Em 1540, por ordem de D. João III, Faro tornou-se sede da diocese algarvia, determinação que, conjugada com o violento incêndio de 1596 causado pelo ataque de piratas ingleses, originou as grandes obras dos períodos maneirista e barroco. O interior foi radicalmente transformado, primeiro o corpo - cujas arcarias passaram de apontadas a arco redondo, por meio de colunas toscanas, de acordo com um figurino chão (LAMEIRA, 1999, p.45) -, e depois a capela-mor - de planta rectangular e coberta por caixotões, antecedida por arco triunfal com arquitrave e friso, e com brasão axial alusivo ao bispo D. Francisco Barreto (1636-1649) (IDEM, p.52).
Terminadas as obras de arquitectura, o barroco actuou preferencialmente sobre a decoração aplicada, salientando-se os retábulos do Santíssimo Sacramento (a partir de 1676), do Santo Lenho (inícios do século XVIII), da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, entre muitas outras realizações de imaginária, azulejaria, organística, etc.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título
"A arte organística em Portugal (vol. I e II)"
Local
Braga
Data
1990
Autor(es)
VALENÇA, Pe. Manuel



Título
"Corografia ou memoria economica, estadistica, e topografica do reino do Algarve"
Local
Lisboa
Data
1841
Autor(es)
LOPES, João Baptista da Silva



Título
"A talha no Algarve durante o Antigo Regime"
Local
Faro
Data
2000
Autor(es)
LAMEIRA, Francisco



Título
"Faro. Edificações Notáveis."
Local
Faro
Data
1995
Autor(es)
LAMEIRA, Francisco



Título
"A arquitectura gótica portuguesa"
Local
Lisboa
Data
1994
Autor(es)
DIAS, Pedro



Título
""O maior entalhador e escultor setecentista algarvio: Manuel Martins", I Congresso Internacional do Barroco"
Local
Porto
Data
1991
Autor(es)
LAMEIRA, Francisco



Título
""A Catedral do Algarve e o seu cabido", Anais do Município de Faro, nº12"
Local
Faro
Data
1984
Autor(es)
ROSA, José António Pinheiro e



Título
"A igreja da Sé. Faro. Portugal, desdobrável"
Local
Faro
Data
-
Autor(es)
LAMEIRA, Francisco



Título
""A primeira igreja e o primeiro reitor de Faro", Correio do Sul, 10 de Março"
Local
-
Data
1951
Autor(es)
FEIO, Alberto



Título
""Algumas doações de D. Dinis em Faro e seu termo", Anais do Município de Faro, nº4"
Local
Faro
Data
1974
Autor(es)
MASCARENHAS, José Fernandes



Título
"Visitação de igrejas algarvias da Ordem de S. Tiago"
Local
Faro
Data
1988
Autor(es)
LAMEIRA, Francisco, SANTOS, Maria Helena Rodrigues dos



Título
"Faro, evolução urbana e património"
Local
Faro
Data
1993
Autor(es)
PAULA, Rui Mendes, PAULA, Frederico Mendes



Título
"Monumentos e edifícios notáveis do concelho de Faro"
Local
Faro
Data
1984
Autor(es)
ROSA, José António Pinheiro e



Título
"Faro. A arte na história da cidade"
Local
Faro
Data
1999
Autor(es)
LAMEIRA, Francisco



Título
"História da Arte em Portugal, vol. IV (O Gótico)"
Local
Lisboa
Data
1986
Autor(es)
DIAS, Pedro



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